Archive for julho \27\UTC 2008

ahhh o verão londrino

julho 27, 2008

finalmente.

todo mundo sabe que eu não estou tocando ao vivo. estou entocada, compondo, gravando, me descobrindo, me divertindo. eu, johan e (como o etienne se auto-denomina agora) dj shark attack. mas de vez em quando,  festival vai, festival vem, a gente bebe e dá canja em show de amigos. sempre muito divertido. eu ando ocupada e sem tempo pra postar aqui, pra ficar de bobeira na internet. todo o meu tempo livro eu acabo dedicando ao jardim que parece uma selva de glenarm road. são os últimos dias aqui, quase tudo pronto pra uma vida a dois, só a dois e sem flatmates. eu uso meu tempo livre em site de loja de decoração, pensando em como eu vou fazer minha casa ser bonita e incrível. eu preciso perder mais 3 quilos, pra ficar bonita no vestido que só se usa por um dia na vida. sim , tia glau, eu comprei um! lindo! lindo! lindo! em breve você verá fotos. eu vou contar pro mundo daí. pra todo mundo. enfim. tô com fome, vou dar uma volta. achar um café com salada com feta cheese e suco natural de laranja. tem sol. a oportunidade de botar minhas havaianas, óculos escuros, música feliz no ipod emprestado do etienne (o meu quebrou, e eu não troquei meu celular ainda, pq ainda não troquei meu endereço, faz sentido?).

essa noite sonhei, que eu comia uma coxinha dos dois corações. foi triste acordar e não poder comer coxinha. oin.

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hoje. daqui a pouco.

julho 18, 2008

festa dos bichos.

vai ter tubarão, tigre, caranguejo, cavalo e muitos outros. deixa eu correr. de lado. pq a carangueja sou eu!

efeitos colaterais

julho 13, 2008

muitos. e ainda nem aconteceu. revolução francesa amanhã. na minha vida.

deve ser por isso. sempre vai voltar, sempre que eu precisar. pode parecer para um olhar superficial que eu estou tentando disseminar a discórdia dentro de mim mesma, mas quando eu vi a foto do último dia que eu vi ele pessoalmente em minha vida (parece há tanto tempo, e não faz nem um ano ainda), eu lembrei de tudo. que eu tinha. e eu lembrei de tudo. que eu tenho agora. e eu resolvi a maior parte desse todo agora. em 5 minutos. pra amanhã mudar definitivamente o rumo da minha vida.

fim de semana regado a guitar hero. o jogo mais idiota e mais divertido da minha vida.

cuidado com o que você acredita

julho 13, 2008

pode acabar acontecendo. a vontade sempre moveu montanhas na minha vida. e não é agora que vai parar. ontem eu escrevi um email longo pra uma amiga, contando o que na real tá mesmo acontecendo na minha vida. e foi escrevendo esse email que eu percebi que apesar das coisas parecerem um pouco “sinistras”, depois de tudo que aconteceu ultimamente na minha vida, que o mundo está conspirando a meu favor de novo. eu puxei uma engrenagem aqui, outra ali, fiz minha vida acontecer, tomei decisões arriscadas e precipitadas, daquelas do tipo maremoto na minha calmaria e pronto. quando eu era adolescente, minha mãe mandava eu arrumar meu quarto e eu NEMMMMM AMARRADA arrumava, era um banzé aquilo, qdo ela reclamava eu dizia que eu só achava minhas coisas na bagunça (o que é um pouco mentira, pq eu forever perdia meus óculos), mas fazia sentido eu me sentir assim, pq essa no final das contas, é a essência da minha vida. eu não desprezo sentimento nenhum, com exceção do tédio. e tudo que me entedia eu simplesmente tiro da minha vida. e uma coisa meio malvada. meio louca. tipo, oi fritei, cansei da sua cara, tchau. não é algo do dia pra noite. eu vejo as coisas acontecendo dentro de mim, e as pessoas vêem o que acontece fora. é só que na hora que eu decido, eu levo 5 minutos pra acabar com tudo o que me incomoda e irrita. eu tenho 3 tipos de vontade. as de 5 minutos. as de dois anos. as das vontades da vida. qdo eu penso que com 16 anos eu sonhava todos os dias da minha vida em estar aqui em Londres, em trabalhar com musica, em ter um amor  (não muito) perfeito pra toda a vida, em conhecer lugares no mundo, ter na memoria tantos filmes e livros (não tantos quanto eu queria, mas dou-me um desconto), ser amiga da minha mãe (na adolescência parecia impossível!), ver o crescimento pessoal e profissional dos meu amigos. isso tudo acontece hoje em tempo real na minha vida. e as vontades da vida foram substituídas por outras que eu dizia que eu nunca nunca nunquinha desejaria. e todos elas se condensam em um só desejo. família. a minha. a nossa. a tua, louis. a menina do teus olhos e o teu melhor amigo. um cachorro com nome idiota. uma poltrona bem cara e bem bonita. uma casa. quem sabe ate um carro (se eu ou o louis, ou os dois resolverem aprender a dirigir). uma casa de verão em Córsica ou Floripa. uma casa com janelas grandes e muitas plantas. uma cama grande pra eu e o louis ficarmos pequenos de novo, num quarto com lareira. eu sonho com isso. todos os dias. agora vamos deixar minha vontade trabalhar em paz. eu não tenho vergonha nem medo do meu presente. eu vou viver como eu sei que devo, e de acordo com o que eu acredito. tudo o que vai volta. toda ação tem ma reação. tem dia de recompensa, tem dia de castigo.

cada dia que passa

julho 7, 2008

eu fico mais anti-social. mais e mais e mais. as pessoas tem me cansado. só o louis que não me cansa. nunca me vi nessa situação antes na minha vida. dependendo tanto de alguém como eu tenho dependido dele. parece que ele é meu elo com o mundo. é ele na minha vida que faz eu não sair correndo pelada pela rua gritando pau no cu do mundo. sem mais. pq eu não tenho NADA interessante pra contar hoje. tédio. olhando pro relógio de 2 em 2 minutos.

a falta de sutilidade e bom gosto

julho 6, 2008

não pode ser substituída por fórmulas de como se fazer dinheiro.

do you know what i mean?

eu queria sentir um cheiro.

julho 5, 2008

mas eu não quero falar sobre isso. me dá agonia.

eu tenho sono, estou para ficar menstruada, o Louis está na França esse final de semana e eu briguei com o cara da Domino’s pizza hoje e ele me ameaçou, disse que sabia meu telefone e meu endereço e eu cagona que sou, fiquei com medo e paranoiada, e não consigo dormir. eu sou campeã em atrair gente psicopata. alias, é de família.

eu estou prestes a fazer uma coisa que vai mudar minha vida inteira. inteira. inteirinha. e eu tento colocar essa coisa (como meu vocabulário anda ruim, meu deus), como algo prático. mas quanto mais perto chega, mais o peso da decisão eu sinto. não me assusta. não me frustra. não tem um sentimento hesitante. minha razão hesitou, e talvez ainda hesite um pouco. mas eu nunca fui, nem nunca serei uma pessoa movida pelo meu cérebro. coração. se tornou minha palavra predileta, entre todas as outras do português. existem outros orgãos envolvidos. meu estômago que várias vezes sente frio. os meus milhares de fios de cabelos, que passaram a ser bonitos só depois de serem amados. o canto côncavo da minha boca. é meu organismo dizendo, que eu tô fazendo a coisa certa. é olhar nos teus olhos, onde além deles eu vejo os meus refletidos, todos os 4 gritando, vai fundo, fundo, fundo, que no fundo a tua entranha silencia. eu sinto falta dele todos os minutos que ele não está aqui deitado comigo. o cheiro que tem bem no meio do peito. o cheiro que mais nenhum ser vivo da terra tem. o cheiro. o cheiro é outra coisa acertiva. não tem mais ninguém no mundo com esse cheiro. mesmo o mau hálito da manhã que sempre me lembra cebolas não cheira repulsivo. e eu odeio mau cheiro alheio.

no passado, em momentos que eu tive que tomar decisões importantes, sempre que conversava com minha mãe sobre, ela falava pra eu sempre confiar nos meus instintos. e eu achava que não, e seguia o que no momento eu achava que era o meu bom senso. hoje eu sou consciente que bom senso é algo inexistente neste universo chamado marina. e foi por isso que várias decisões importantes que eu tomei na minha vida foram completamente errôneas. não muito tempo atrás, eu tomei uma decisão por puro impulso, ou instinto. eu estou pensando sobre as diferenças entre os termos no caso que eu conto mas estou com preguiça de dissertar sobre, pq no fim, não faz a mínima diferença pra onde eu quero chegar. o que aconteceu, é que a sabedoria de mãe vingou. mãe nunca erra. não quando ela fala sobre você. ela sabe exatamente quem eu sou, e como eu funciono. e apesar de ela ter apoiado qualquer que fosse a decisão que tomasse, eu via nos olhos dela, o que ela queria dizer e por respeito ao meu livre-arbítrio não dizia. e eu vi nos olhos da minha mãe quando ele chegou no aeroporto, quando estávamos de novo no aeroporto nos despedindo que dessa vez eu tinha conseguido. eu segui o instinto da minha palavra preferida. obviamente certas decisões impulsivas que eu tomei foram e são ainda difíceis de aceitar, e racionalmente elas parecem idiotas mesmo. mas algo dentro de mim fala, vc fez certo, espere e veja. então eu vou largar mão de usar minha razão, pq cada vez que eu uso meu coração eu tiro dez na prova da vida.

está quieto aqui dentro.

está vazio aqui fora.

um final de semana.

só um.

e ele me liga 3 vezes por dia. 🙂