Archive for the ‘imbecil’ Category

olhar para os meus joelhos

maio 26, 2008

e ver eles nesse estado de novo… diversão! foi bom lembrar o pq. o pq continuar. o pq eu não sirvo pra mais nada no mundo a não ser entreter a massa. as coisas tão saindo devagar, e isso me irrita um pouco. e qdo eu tô irritada ao ponto de deixar pra lá, eu subo num palco, destruo meus joelhos, e eu vejo na cara das pessoas que eu tô no lugar certo. e minhas resoluções internas nao pararam por aí. eu lidei com meu passado e agora de forma saudável. reclamei o que é meu. e descobri que não era necessario. nunca conseguiram tirar isso de mim. estou feliz. animada. pronta pra outra. e decidida.

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7:42

fevereiro 28, 2008

depois de todo o cafe que tomei ontem a noite trabalhando eu merecia dormir um pouco mais, mas como nao é jesus e sim eu mesma que me chicoteio, aqui estou em acordadinha. na verdade eu só vinha tomar agua, mas me deu vontade de escrever aqui. um pouquinho. post curto.

e eu vejo como tem gente no mundo que se arrepende do que escreve e apaga.
né?
vai que um dia precisa de mim?
tem que ter dinheiro pro desodorante da sola de sapato.
enfim. brigada pelo espaço do desabafo amigas.

boa noite.

vou voltar pra cama, pq se eu não conseguir dormir ainda um par de pés la pra me entreter. ta frio aqui. mas pelo menos parou de chover. o sol anda comigo. acabou o verão ai no hemisfério sul?? ah desculpa, ano que vem eu volto!

Mais um post que me insatisfaz.

janeiro 11, 2008

Sim, eu menti pra você, e vou continuar mentindo. A questão não é quem merece minha honestidade, é quem consegue arrancar a verdade de mim. E eu amo e odeio isso. Ele consegue. E eu ainda não consegui entender se ele realmente me conhece ou se é uma pessoa exagerada e inquisitivamente assertivo. Hoje eu li um conto do Cortázar chamado “Orientação dos Gatos”. E o conto é basicamente um homem observando a mulher que ama. E para um homem nada numa mulher é claro e direto. E nos piores momentos, o que não é claro e direto ganha nome de mentira. Ele sabe que eu minto, já me viu mentindo. Mas sabe também que pra ele nunca disse uma mentira. Ou deveria. Mas eu nunca tive homem que não teve vários momentos de insegurança ao meu lado. E a sina da garota bem sucedida. Ainda tá incrustado na cabeça das pessoas, o papel no mundo das garotas mais legais. O papel de ser a que esta destinada a viver o resto da vida sozinha. Que vai passar na vida de muitos pra nunca mais sair, mesmo já tendo há muito feito as malas e partido. E isso amedrontou, todos os 2 homens que eu tive antes do primeiro que esta aprendendo a lidar com isso. Eu poderia exemplificar as experiências que eu tive nesse passado. Mas por ética eu me calo sobre um, e do outro nem sei mais o que dizer, pois deletei tudo de ruim que aconteceu no dia que eu soube que ele tinha falecido e ainda sobraram milhares de coisas lindas. E horrível falar isso, mas a morte me resolveu com duas pessoas dessas que passaram pra nunca mais sair, mesmo já tendo partido. Mas isso merece um texto exclusivo.
Eu particularmente, julgo o mérito da mentira. Mas assim como eu acredito que pessoa nenhuma no mundo pode interferir no que nós temos, eu acredito em alguém pra quem você não mente nem sobre uma bobeirinha. Pra dar certo. Tudo tem que ser dito. Sem hipocrisia, sem invasão de privacidade, sem paranóia. E como a cartomante já disse. Ta na hora de eu fazer a minha vida, as MINHAS COISAS. E isso inclui em ter a minha própria família. E ela vai ser a melhor família. E eu só corto esses galhos doloridos pra fortalecer mais e mais minha plantinha. (momento frase de livro de auto-ajuda)
Eu to odiando esse post. Eu queria ter falado sobre a sensação de se ser eternamente observada por quem te ama. De sentir que ele nunca vai estar satisfeito com o quanto ele sabe sobre você, e que de alguma forma pra ele eu sempre vou ter um segredo que ele pode descobrir. E de falar no quanto eu gosto disso. E o oposto da paranóia, e ser tão amada que ele nunca me resumirá ao que sabe sobre mim, mesmo sabendo mais do que qualquer outro já soube. Eu li o conto do Cortázar e identifiquei o homem que eu tenho em casa. Se nem o texto que escrevo eu consigo direcionar pra onde quero, como foi que eu consegui escolher tão bem o homem que eu escolhi pra mim?


“A meu modo, teimo em compreender, em descobrir; observo sem espiá-la; sigo-a sem desconfiar; amo uma maravilhosa estátua mutilada, um texto inacabado, um fragmento de céu inscrito na janela da vida”

Júlio Cortázar – Orientação dos gatos

É bem capaz que eu delete essa porcaria amanhã. Auto-censura no momento sendo reprimida. Mas você não ta achando que eu to bancando a honestinha né? O nome do blog ainda é Meu nome não é Marina.

Segundo post, segundo dia.

janeiro 9, 2008

O foda de eu ter um blog é a censura. Nunca posso falar do que quero. Nem vou. Esse post era outro. Falando sobre coisas que estavam dentro da minha cabecinha de bagre, e que não deviam ter saido dali. Enfim. Um cu. Vou dormir agora, e amanhã eu venho com um conto, bem mentiroso e fictício, assim eu nao preciso falar da minha vida aqui. De verdade. Nao va tentar achar verosimilhança, pois não haverá. Não tente também se achar por aqui, pois não é de você que eu vou falar.  Eu vou falar de pessoas que nunca passaram por aqui. De pessoas com quem eu nunca conversei. De camas que eu nunca deitei. De sonhos que eu não sonhei. De coisas que eu não quero pra mim. Eu vou falar de dentro de uma pessoa que não sou eu. E pode tentar julgar, mas voce só vai chegar na resposta errada se basear-se por aqui.

Quando eu fiz esse blog eu queria poder falar sobre mim. Mas pra falar de mim, eu precisaria falar das outras pessoas. E como poder falar sinceramente das pessoas sem causar uma avalanche de tretinha? E qual e o proposito de ter um blog sobre mim, onde eu omito o que acho, o que fiz, o que senti e só escrevo sobre o que eu quero que as pessoas pensem de mim. Eu já tive um blog assim. Que uma alma caridosa fez o favor de deleta-lo para mim. Foi um excelente exercício literário, mas no mais nada além. Então , continuemos o exercício literário, agora sem hipocrisia, a primeira pessoa só como recurso estilístico, mas não vai ter Marina nenhuma aqui.

Acho que não quero mais ter blog. Vamos ver amanhã.