Archive for the ‘pero no mucho’ Category

eu queria sentir um cheiro.

julho 5, 2008

mas eu não quero falar sobre isso. me dá agonia.

eu tenho sono, estou para ficar menstruada, o Louis está na França esse final de semana e eu briguei com o cara da Domino’s pizza hoje e ele me ameaçou, disse que sabia meu telefone e meu endereço e eu cagona que sou, fiquei com medo e paranoiada, e não consigo dormir. eu sou campeã em atrair gente psicopata. alias, é de família.

eu estou prestes a fazer uma coisa que vai mudar minha vida inteira. inteira. inteirinha. e eu tento colocar essa coisa (como meu vocabulário anda ruim, meu deus), como algo prático. mas quanto mais perto chega, mais o peso da decisão eu sinto. não me assusta. não me frustra. não tem um sentimento hesitante. minha razão hesitou, e talvez ainda hesite um pouco. mas eu nunca fui, nem nunca serei uma pessoa movida pelo meu cérebro. coração. se tornou minha palavra predileta, entre todas as outras do português. existem outros orgãos envolvidos. meu estômago que várias vezes sente frio. os meus milhares de fios de cabelos, que passaram a ser bonitos só depois de serem amados. o canto côncavo da minha boca. é meu organismo dizendo, que eu tô fazendo a coisa certa. é olhar nos teus olhos, onde além deles eu vejo os meus refletidos, todos os 4 gritando, vai fundo, fundo, fundo, que no fundo a tua entranha silencia. eu sinto falta dele todos os minutos que ele não está aqui deitado comigo. o cheiro que tem bem no meio do peito. o cheiro que mais nenhum ser vivo da terra tem. o cheiro. o cheiro é outra coisa acertiva. não tem mais ninguém no mundo com esse cheiro. mesmo o mau hálito da manhã que sempre me lembra cebolas não cheira repulsivo. e eu odeio mau cheiro alheio.

no passado, em momentos que eu tive que tomar decisões importantes, sempre que conversava com minha mãe sobre, ela falava pra eu sempre confiar nos meus instintos. e eu achava que não, e seguia o que no momento eu achava que era o meu bom senso. hoje eu sou consciente que bom senso é algo inexistente neste universo chamado marina. e foi por isso que várias decisões importantes que eu tomei na minha vida foram completamente errôneas. não muito tempo atrás, eu tomei uma decisão por puro impulso, ou instinto. eu estou pensando sobre as diferenças entre os termos no caso que eu conto mas estou com preguiça de dissertar sobre, pq no fim, não faz a mínima diferença pra onde eu quero chegar. o que aconteceu, é que a sabedoria de mãe vingou. mãe nunca erra. não quando ela fala sobre você. ela sabe exatamente quem eu sou, e como eu funciono. e apesar de ela ter apoiado qualquer que fosse a decisão que tomasse, eu via nos olhos dela, o que ela queria dizer e por respeito ao meu livre-arbítrio não dizia. e eu vi nos olhos da minha mãe quando ele chegou no aeroporto, quando estávamos de novo no aeroporto nos despedindo que dessa vez eu tinha conseguido. eu segui o instinto da minha palavra preferida. obviamente certas decisões impulsivas que eu tomei foram e são ainda difíceis de aceitar, e racionalmente elas parecem idiotas mesmo. mas algo dentro de mim fala, vc fez certo, espere e veja. então eu vou largar mão de usar minha razão, pq cada vez que eu uso meu coração eu tiro dez na prova da vida.

está quieto aqui dentro.

está vazio aqui fora.

um final de semana.

só um.

e ele me liga 3 vezes por dia. 🙂

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flor

maio 3, 2008

sabe qdo vc se identifica com um texto super íntimo de alguém que você malemal conhece?

aconteceu. e eu me senti mal. eu sei. ah eu sei. e as notícias, fofocas, intrigas depois, voce nao sabe se é alívio ou revolta. alivia a culpa. mas mancha um passado imaculadamente rotulado de feliz.

um dia eu te vi, e foi depois daquele incidente idiota, pequeno e impensado mas que obviamente te emputeceu. e eu te vi, e olhei nos teus olhos e queria pedir desculpas.

eu nem te conheco.

mas eu me importei. e obviamente os teus olhos não me convidaram a pedir desculpas. e eu nao me atrevi.

então agora oficialmente no meu blog que você nunca vai ler. desculpas. mesmo.

Segundo post, segundo dia.

janeiro 9, 2008

O foda de eu ter um blog é a censura. Nunca posso falar do que quero. Nem vou. Esse post era outro. Falando sobre coisas que estavam dentro da minha cabecinha de bagre, e que não deviam ter saido dali. Enfim. Um cu. Vou dormir agora, e amanhã eu venho com um conto, bem mentiroso e fictício, assim eu nao preciso falar da minha vida aqui. De verdade. Nao va tentar achar verosimilhança, pois não haverá. Não tente também se achar por aqui, pois não é de você que eu vou falar.  Eu vou falar de pessoas que nunca passaram por aqui. De pessoas com quem eu nunca conversei. De camas que eu nunca deitei. De sonhos que eu não sonhei. De coisas que eu não quero pra mim. Eu vou falar de dentro de uma pessoa que não sou eu. E pode tentar julgar, mas voce só vai chegar na resposta errada se basear-se por aqui.

Quando eu fiz esse blog eu queria poder falar sobre mim. Mas pra falar de mim, eu precisaria falar das outras pessoas. E como poder falar sinceramente das pessoas sem causar uma avalanche de tretinha? E qual e o proposito de ter um blog sobre mim, onde eu omito o que acho, o que fiz, o que senti e só escrevo sobre o que eu quero que as pessoas pensem de mim. Eu já tive um blog assim. Que uma alma caridosa fez o favor de deleta-lo para mim. Foi um excelente exercício literário, mas no mais nada além. Então , continuemos o exercício literário, agora sem hipocrisia, a primeira pessoa só como recurso estilístico, mas não vai ter Marina nenhuma aqui.

Acho que não quero mais ter blog. Vamos ver amanhã.