a falta de sutilidade e bom gosto

julho 6, 2008

não pode ser substituída por fórmulas de como se fazer dinheiro.

do you know what i mean?

eu queria sentir um cheiro.

julho 5, 2008

mas eu não quero falar sobre isso. me dá agonia.

eu tenho sono, estou para ficar menstruada, o Louis está na França esse final de semana e eu briguei com o cara da Domino’s pizza hoje e ele me ameaçou, disse que sabia meu telefone e meu endereço e eu cagona que sou, fiquei com medo e paranoiada, e não consigo dormir. eu sou campeã em atrair gente psicopata. alias, é de família.

eu estou prestes a fazer uma coisa que vai mudar minha vida inteira. inteira. inteirinha. e eu tento colocar essa coisa (como meu vocabulário anda ruim, meu deus), como algo prático. mas quanto mais perto chega, mais o peso da decisão eu sinto. não me assusta. não me frustra. não tem um sentimento hesitante. minha razão hesitou, e talvez ainda hesite um pouco. mas eu nunca fui, nem nunca serei uma pessoa movida pelo meu cérebro. coração. se tornou minha palavra predileta, entre todas as outras do português. existem outros orgãos envolvidos. meu estômago que várias vezes sente frio. os meus milhares de fios de cabelos, que passaram a ser bonitos só depois de serem amados. o canto côncavo da minha boca. é meu organismo dizendo, que eu tô fazendo a coisa certa. é olhar nos teus olhos, onde além deles eu vejo os meus refletidos, todos os 4 gritando, vai fundo, fundo, fundo, que no fundo a tua entranha silencia. eu sinto falta dele todos os minutos que ele não está aqui deitado comigo. o cheiro que tem bem no meio do peito. o cheiro que mais nenhum ser vivo da terra tem. o cheiro. o cheiro é outra coisa acertiva. não tem mais ninguém no mundo com esse cheiro. mesmo o mau hálito da manhã que sempre me lembra cebolas não cheira repulsivo. e eu odeio mau cheiro alheio.

no passado, em momentos que eu tive que tomar decisões importantes, sempre que conversava com minha mãe sobre, ela falava pra eu sempre confiar nos meus instintos. e eu achava que não, e seguia o que no momento eu achava que era o meu bom senso. hoje eu sou consciente que bom senso é algo inexistente neste universo chamado marina. e foi por isso que várias decisões importantes que eu tomei na minha vida foram completamente errôneas. não muito tempo atrás, eu tomei uma decisão por puro impulso, ou instinto. eu estou pensando sobre as diferenças entre os termos no caso que eu conto mas estou com preguiça de dissertar sobre, pq no fim, não faz a mínima diferença pra onde eu quero chegar. o que aconteceu, é que a sabedoria de mãe vingou. mãe nunca erra. não quando ela fala sobre você. ela sabe exatamente quem eu sou, e como eu funciono. e apesar de ela ter apoiado qualquer que fosse a decisão que tomasse, eu via nos olhos dela, o que ela queria dizer e por respeito ao meu livre-arbítrio não dizia. e eu vi nos olhos da minha mãe quando ele chegou no aeroporto, quando estávamos de novo no aeroporto nos despedindo que dessa vez eu tinha conseguido. eu segui o instinto da minha palavra preferida. obviamente certas decisões impulsivas que eu tomei foram e são ainda difíceis de aceitar, e racionalmente elas parecem idiotas mesmo. mas algo dentro de mim fala, vc fez certo, espere e veja. então eu vou largar mão de usar minha razão, pq cada vez que eu uso meu coração eu tiro dez na prova da vida.

está quieto aqui dentro.

está vazio aqui fora.

um final de semana.

só um.

e ele me liga 3 vezes por dia. 🙂

cadê meu homi?

junho 29, 2008

cadê?

aparentemente

junho 29, 2008

o louis conseguiu voltar mais cedo do glastonbury, e está para chegar a qualquer momento. e é claro que o nosso guarda-roupa tinha que escolher AGORA pra desmontar. isso mesmo. ele caiu, INTEIRINHO. o meu namorado vai chegar, enlameado, destruído, pedindo por um banho e cama, e o quarto dele está em ruínas.

vou limpar essa joça rápido.

MUITO ÓDIO NO CORAÇÃO.

oi. tô bêbada

junho 29, 2008

não, eu não saí, fiquei no meu quarto, na minha cama com lap top no colo, taça de vinho na mesinha de cabeceira, preguiça da vida. nem um filme eu queria ver. o louis ta no glastonbury trabalhando pra uma rádio, entrevistando músico mal humorado com o lamaçal e o cheiro de merda, quando me ligou, tadinho. eu estive la ano passado, trabalhando, cumprindo obrigação, estava la solamente pelo lo diñero (portunhol bombando), e eu ainda não entendo como 170 mil pessoas pagam 150 pounds (o equivalente a 600 reais) para brincar de campo de refugiados. espera. vou encher minha taça.

hoje, fui checar um email que eu nunca checo. achei lá uma mensagem de 3 meses atrás de um amigo. ele achou uma foto velha. algo entre 2000 e 2003. se transportar essa foto para o presente, eu estou entre mortos e vivos. o neto tá na foto. o neto foi meu namorado. meu primeiro namorado sério. no dia 31 de dezembro de 2005 ele morreu. os amigos que estavam presentes contam que ele estava nadando. ele mergulhou uma vez e voltou. ele mergulhou outra vez e se foi. num lugar chamado ilha do mel. um belo dia, um belo lugar, feliz e entre amigos. foi um grande choque pra mim. era o segundo homem/menino (mais menino do que homem) por quem eu nutria uma espécie de sentimento que morria em menos de um mês. eu pensei que eu era amaldiçoada. meu ego é horroroso. eu relaciono tudo o que acontece no mundo comigo mesma. é como ver aquela musica ali, dando sopa, dizendo claramente uma coisa pra outra pessoa, e mesmo assim, eu não consigo me convencer, eu continuo achando que é pra mim. e as coincidências me emputecem… logo hoje? e ainda por cima, nessa semana 3 dias eu sonhei. ego ego ego terrível. pq eu não me conformo simplesmente… parece que tudo isso tem mais haver com os contos de fadas que eu acredito, do que com o que eu sinto. eu na minha terra do nunca queria viver uma vida com um destino. aquele tipo de destino que você tenta mas não consegue fugir. uma explicação lógica para isso é que foi ele quem me fez tomar coragem e me livrar de tudo que eu nunca quis pra mim. foi por ele, não por mim. mesmo que nunca tenha me amado, ele me fez acreditar que mais de 3 homens no mundo (2 mortos que eu quase amamentei e um morto-vivo que quase me matou) podiam me amar um dia. ele me deu a esperança de que ainda podia ser amada por quem eu amasse, um dia. e ele cumpriu essa função esplendidamente bem (pleonasmo que me encanta). eu não amo ele. e ele não me ama. talvez no mundo da fantasia, no mundo de Platão. mas na vida real, eu tenho um amor verdadeiro, recíproco, vai e vem. é calmo, é sincero, não obsessivo, sem doença, sem mentiras e com tudo que me faz bem. e eu sei que eu faço bem também. essas coisas do passado, é tão estranho, tanta coisa aconteceu, que elas parecem parte da vida de outra pessoa que eu conheço bem. e eu ainda penso muito sobre elas. analiticamente, eu tento entender pq eu agia de certa maneira, pq eu mentia sobre minha pessoa, pq eu me cercava de pessoas doentes (verdadeiramente, ou simplesmente perdidas, desesperadas, sozinhas) como um dia disse um amigo meu. e olhando pra foto onde o neto, a carol, os velhos libaneses e suas netas, eu lembro que de tudo isso, tudinho, ficou algo muito importante pra mim dentro de mim. de melhores amigos a piores inimigos, de melhores amigos escolhendo o lado do inimigo, de facas apontadas, polícia e irônia, de carregar um garoto epiléptico de 85 quilos, de abraçar um outro maior ainda me perguntando se ele podia ser meu menino, de comer bananas em sua homenagem sentada no pátio da reitoria, de ter mudado a vida de um coitado, ser roubada e ainda se sentir agradecida, o karma da cama quebrada, a pior gripe da minha vida, andar 40 minutos na chuva de salto com um saco de presentes planejando um pic nic que foi o maior fiasco da minha vida romântica, largar o certo pelo incerto, sem olhar pra trás nem procurar a porta de saída. o tempo parou nos meus ombros. esses relógios, significam o peso do tempo percorrido, que não volta mais, que não pode ser corrigido. o melhor e o pior, tão aí, dentro de mim pra sempre e nada do que eu faça vai apagar isso.

*foto por Albert Nane, grande fotógrafo, grande amigo.

eu tenho a impressão

junho 23, 2008

que ele diz que é pra ela, mas foi pra mim. ou não. estafa mental. glúteos endurecendo. e herman dune me confundindo.

por hoje é só.

foda-se

junho 22, 2008

meu ipod estragou. vou comprar um iphone.

as vantagens de se estar longe do Brasil

junho 13, 2008

é que eu não tenho a mínima ideia de quem são: mulher melancia, mulher jaca, mulher moranguinho, mulher melao, mulher filé e afins. eu fiquei 15 minutos no site de fofoca da globo ego, e fiquei assustada. enfim. eu não sei nem o nome das novelas atuais da globo. a última que eu assisti tinha a Nazaré de vilã. eu lembro quando eu fui no bairro brasileiro aqui, e na lanchonete que eu parei pra comer  (que era uma merda) eles tavam assistindo globo. tomei um guaraná e dispensei a coxinha que ele tinham bombado no coentro assistindo Angélica. Sempre gostei dela. Mas não conhecia ninguém do novo elenco da malhação. Na verdade, eu só tenho uma TV pq eu achei ela na rua. E ela nem tá aqui em casa. Eu deixei na casa de amigos. Um dia eu passo lá e pego. Ou se pá, eu acho outra na rua. A única vez que eu assisti TV aqui na Inglaterra era um programa de perguntas. Era assim: um cara normal com cara de office boy, com seus colegas de trabalho (incluindo a chefe), namorado (é, era viado), família e melhores amigos sentados na frente dele. A bicha tava ligada num detector de mentiras. E tinha o apresentador. O objetivo dele era fazer as piores perguntas sobre a vida pessoal do cara, e a cada resposta que fosse verdadeira segundo o  detector ele ganhava dinheiro. E ele também podia escolher não responder e parar, caso, fosse muito embaraçosa.  Deu verdadeiro que ele nunca tinha desejado ser hetero, e falso que ele nunca se fingiu de doente para faltar trabalho. Na verdade lembrando agora, eu assisti TV uma segunda vez, essa semana . Foi um jogo de futebol, num churrasco na casa de amigos. Suécia vs. Grécia, o jogo mais chato da história. Enfim. Eu não tenho a rotina de assistir TV na minha vida, faz uns 3 anos já. E vivo melhor assim. Precisava diminuir minhas horas na internet. E voltar a ter um ritmo de leitura. e mais disciplina no trabalho. eu sou desordenada e arranjo as piores horas pra ter ideias, e as melhores horas eu reservo para a satisfação das minhas futilidades, como por exemplo escrever nesse blog, tentar entender o fenômeno das mulheres com nomes que denigrem as minhas frutas prediletas, jogar sudoku, comer porcarias e pintar o cabelo ( AGORA!). então me vou, pq minhas raízes gritam em protesto pedindo pra que eu me decida : “pinte-nos ou pinte o resto e volte a ser como vc era antes”. A última vez que meu cabelo esteve em seu estado natural foi há mais ou menos 10 anos…

inevitável?

junho 3, 2008

pelo jeito. eu nasci pra isso. estou chegando a conclusão de que eu sou uma das poucas no meu círculo de amigos que não terminou ou não está terminando faculdade. eu gostava do que fazia, eu tinha minhas dúvidas do que exatamente fazer com tudo aquilo que eu aprendia num futuro num país de pessoas que se orgulham ao falar que não lêem livros. mas foi mais forte. eu vi tantas pessoas se esforçando e fazendo por merecer nesses dois anos que separam a configuração atual dos calmos e rotineiros dias faculdade/ biblioteca/ faculdade/ bar/ casa. eu vi outras tantas (mas não tantas), conseguindo as coisas as custas do trabalho dos outros, as custas das ideias de outros, e não por gostar de música. mas pode gostar de dinheiro, fama, reconhecimento (é legal ter seu trabalho reconhecido, mas se reconhecimento é motivação, eu compreendo, mas não respeito). e eu não fiz nada pra vir parar aqui. nada nem tanto. mas nada demais com certeza. eu sempre segui meus instintos. e aqui estou eu. com uma guitarra, um pouco menos de 500 folhas de sulfite, 12 canetinhas coloridas e dois amigos com quem eu divido minhas ideias. eu não sei tocar direito, não tenho controle nenhum sobre minha voz, não escrevo bem o suficiente nem em português nem em inglês. mas eu tenho coisas na minha cabeça. dessa vez, não é piada, nem loucura, não é a já velha fórmula, eu e meus amigos ficamos bêbados, e decidimos montar uma banda. dessa vez, não tem banda, e como eu nunca tive, muito trabalho em grupo. é bom poder pensar sobre coisas legais, sem ter que tentar ser 100% do meu tempo cretina. eu ainda amo uma boa cretinice. mas agora eu sou uma mulher livre.

olhar para os meus joelhos

maio 26, 2008

e ver eles nesse estado de novo… diversão! foi bom lembrar o pq. o pq continuar. o pq eu não sirvo pra mais nada no mundo a não ser entreter a massa. as coisas tão saindo devagar, e isso me irrita um pouco. e qdo eu tô irritada ao ponto de deixar pra lá, eu subo num palco, destruo meus joelhos, e eu vejo na cara das pessoas que eu tô no lugar certo. e minhas resoluções internas nao pararam por aí. eu lidei com meu passado e agora de forma saudável. reclamei o que é meu. e descobri que não era necessario. nunca conseguiram tirar isso de mim. estou feliz. animada. pronta pra outra. e decidida.